Mulheres, Mujeres, Kuñanguera: refletindo e fazendo cinema no 8M
No mês de Março, Foz do Iguaçu e Ciudad del Leste receberá uma diversa programação de cinema realizado por mulheres latino-americanas com filmes que abordam diferentes temáticas, relacionando as variadas formas de exploração, opressão e resistências no Brasil e no continente. A programação integra o calendário de atividades pela passagem do Dia Internacional das Mulheres trabalhadoras (8M) e é uma parceria entre a Produtora Ñanduti Cine, o projeto de extensão ‘Cineclube Cinelatino’, o Coletivo Feminista Classista Ana Montenegro (CFCAM), a SESUNILA, o projeto de pesquisa da Unila ‘Observatório latino-americano de Cinema Entre-Fronteiras’ (OLACEF), a PROEX, o Espaço Cultural Quixote de Foz do Iguaçu, o SESC-Foz do Iguaçu e o coletivo feminista Kuña Poty e o CineArt, ambos do Paraguai.


12 de março (quinta-feira, 19h) no Espaço Cultural Quixote




Lançamento do Cineclube Kuñanguera Creando na Fronteira
O Cineclube ‘Kuñanguera Creando na fronteira’ acontecerá mensalmente no Espaço Cultural Quixote trazendo diferentes filmografias de realizadoras mulheres, em especial de realizadoras latino-americanas. Na primeira edição do Cineclube conheceremos duas cineastas do nosso continente, a pioneira de Misiones, na Argentina, Ana Zanotti e uma das cineastas pioneiras cubanas, Sara Gomez. Ambas cineastas em suas obras trazem reflexões sobre os desafios estruturais das mulheres trabalhadores (as) em nosso continente.
Un paso con historia, 1998, Ana Zanotti
Argentina, 29 min
Sinopse: El día a día de las paseras, mujeres que cruzan el río Paraná entre las ciudades fronterizas de Posadas (Argentina) y Encarnación (Paraguay), ejerciendo un comercio a pequeñísima escala, e instalando a lo largo del siglo una marca en el espacio urbano. La intención es explorar el desafío de sobrevivencia de un modo de vida tradicional en un mundo globalizado cada vez más excluyente.
Mi aporte, 1969, de Sara Gomez
Cuba, 34 min
Sinopse: Sara Gómez examina o papel das mulheres em Cuba, oferecendo uma crítica incisiva a uma sociedade na qual a desigualdade de gênero persiste. A obra retrata as dificuldades que as mulheres enfrentam quando buscam integração econômica e igualdade com os homens em um país no auge da revolução.
Debatedoras– Louise Souza (CFCAM) e Maria Aparecida Webber (SECAFE/UNILA)
Louise Souza atuou como professora de sociologia da rede básica de ensino durante 10 anos, momento em que também compôs a direção regional do sindicato da categoria. Atualmente é militante do CFCAM, estuda administração e trabalha na área.
Maria Aparecida é doutora pelo Programa de Pós-graduação Interdisciplinar em Sociedade, Cultura e Fronteiras da Universidade Estadual do Oeste do Paraná - UNIOESTE. Mestra em Antropologia pela Universidade Federal do Paraná (PPGA - UFPR) e Especialista em Relações Bilaterais Paraguai-Brasil pela Universidade Federal da Integração Latino-Americana (UNILA). Dedica-se a temas de pesquisa que incluem Fronteiras, Identidades, Educação, Gênero, Sexualidades Dissidentes e Feminismos. Atua como servidora da Universidade Federal da Integração Latino-Americana (UNILA) desde 2012 e atualmente coordena o Departamento de Equidade de Gênero e Diversidade/Secafe.
Mediação Fran Farias
Fran Farias é mestranda no Programa de Pós-Graduação Interdisciplinar em Estudos Latino-Americanos (PPGIELA-UNILA). Bacharel em Cinema e Audiovisual e licenciada em História, com experiência consolidada nas áreas de educação, cultura, projetos sociais e produção audiovisual. Atua como produtora na Ñanduti Cine. Sua trajetória inclui funções como arte educadora. Participou de diversos projetos sociais focados em teatro, artesanato, circo e prevenção da violência infantil, além de atuar em Direção de Arte e Produção. Esteve envolvida em várias produções, destacando-se na Mostra “Cinema Feminino da Palestina” e em filmes, curtas como Pé de Moleque, Cicatriz, Figuras Noturnas, nos longas-metragens Pasajeras e Las Preñadas, entre outros projetos com temáticas sociais e de fronteira.
13 de março (sexta-feira), às 19h, no SESC
Em diálogo com a exposição ‘Tecedoras de Imagens’ da fotógrafa Fran Rebelatto e da artista visual Tati Rebelatto que acontece no SESC, em Foz do Iguaçu, vamos assistir duas obras da cineasta brasileira Helena Solberg, com posterior debate.
A dupla jornada
EUA, Brasil, 1975, 53min
Sinopse: Filmado em fábricas, no México e na Argentina, e em minas, na Bolívia e na Venezuela, o documentário examina as condições da mão de obra feminina como força de trabalho na América Latina
A entrevista
Brasil, 1966, 19 min
Sinopse: O documentário tem como base entrevistas feitas com jovens de classe média alta entre 19 e 27 anos sobre suas aspirações em relação ao casamento, sexo, profissão e submissão ao marido. Mesmo aquelas que se consideravam mais "lúcidas"e "modernas" mostram seu perfil mais tradicional da mulher idealizada, envolvida por romantismo feminilidade
Debatedoras – Heloisa Marquez (Ciência Politica e Sociologia/UNILA) e Ester Marçal (Cinema e Audiovisual/UNILA)
Heloisa Gimenez - Doutora em Relações Internacionais (UnB) e Mestre e Integração da América Latina (USP), é professora da UNILA desde 2015, atuando no bacharelado em Ciência Política e Sociologia, no Ciclo Comum de Estudos, eixo Fundamentos da América Latina, e no Programa de Pós-Graduação em Integração Contemporânea da América Latina (PPGICAL/UNILA). Pesquisa temas relacionados à Tríplice Fronteira Argentina-Brasil-Paraguai, fronteiras e conflitos na América do Sul.
Ester Marçal - Professora do curso Cinema e Audiovisual da Universidade Federal da Integração Latino-Americana (UNILA). Sua atuação docente abarca as áreas de Roteiro Audiovisual, Direção e Televisão. É doutoranda no Programa de Pós-Gradução em Multimeios da Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP), onde desenvolve pesquisa sobre processos de criação do roteiro no cinema brasileiro contemporâneo. Compõe a equipe de curadoria de longas-metragens latino-americanos para a Mostra Internacional de Cinema de Belo Horizonte (CineBH) desde 2022.
Mediação - Élida Bueno
Élida Bueno é diretora de arte, roteirista, produtora e montadora. Formada em Cinema e Audiovisual pela UNILA, atua como pesquisadora em Direção de Arte, com foco na preservação de acervos e na memória material do audiovisual, integrando o núcleo LABART. Integrante da produtora Ñanduti Cine, desenvolve projetos que atravessam todas as etapas do processo audiovisual, da pré à pós-produção, em curtas-metragens, documentários, videoclipes e produções institucionais exibidos em mostras e festivais. Seu trabalho articula rigor estético, sensibilidade poética e reflexão crítica sobre gênero, identidade, território e memór
Programação
14 de março (sábado) Exibição de filmes e debates em CDE
Dia 17 de março, 19h, no Cine Cataratas
Pasajeras, 2022, Dir. Fran Rebelatto
Brasil, Paraguai/ 71 min
Sinopse: Mulheres “paseras” que vivem e se deslocam em territórios de fronteira, personagens que se fazem no chão entre Brasil e Paraguai. Todos os dias de um lado a outro do rio Paraná elas carregam sobrevivência e sonhos.
La Yuyera, 2020, dir. Maria Avalos
Paraguai / Brasil, 20min
Sinopse: Martha (15) trabalha como vendedora de plantas medicinais com seu avô Atílio (60) em uma cidade do interior do Paraguai. Ele constantemente, física e psicologicamente abusa dela. Ela decide aliviar o mal que a atinge usando o conhecimento adquirido sobre as plantas medicinais que costumavam roubá-lo.
Debatedoras – Sofia Masi (Kuña Poty/Paraguai) e Fran Rebelatto (UNILA)
Sofia Masi - Egressa da Universidade Federal da Integração Latino-Americana (UNILA). Comunicadora e investigadora social, feminista y fronteriza. Fundadora de la Asociación Feminista Kuña Poty. Voluntaria del Mecanismo Nacional de Prevención de Tortura y Malos Tratos.
Fran Rebelatto - Professora de Cinema e Audiovisual e do Programa de Pós-Graduação Interdisciplinar em Estudos Latino-Americanos (PPGIELA) da UNILA. É fotógrafa e realizadora audiovisual há mais de duas décadas tendo participado e dirigido vários projetos, entre eles, o longa-metragem ‘Pasajeras’. Coordena os projetos na Unila, ‘Observatório latino-americano em Cinema Entre Fronteiras’ (OLACEF) e os projetos de extensão ‘Cinema na Curva do Rio’ e LUMINOSA: Laboratório itinerante em experimentação em fotografia e cinematografia’
A programação do Cineclube Cinelatino em parceria com o SESUcine, cineclube da SESUNILA vai trazer à Foz o filme da diretora Ursula Rôsele.
ABRE ALAS (2025), 2020, Ursula Rôsele.
Brasil, 109 min
Sinopse: Um encontro com sete mulheres entre 53 e 85 anos acerca do que calaram na vida. O filme se passa em um único cenário, no qual, além de conversar sobre suas histórias, elas vivenciam performances criadas a partir de seus depoimentos.
Debatedoras
Virginia Flores (Cinema /Unila)
Sonia Rios (Atriz Busco-me)
Akal Arruda (Frente Trans Unificada de Foz)




Organização






